E o vencedor do Prêmio Oxford de Design é…

…Raphaell Prado de Santana Valença! Ele tem 25 anos, é de Sergipe, mas atualmente mora em São Paulo. A arte do Raphaell chamou a atenção do júri – composto por Adriana Barra, Ana Strumpf e Maurício Arruda, e foi para a final do concurso, juntamente com as criações de Roberta Motta e Raubher Nelson de Borba e Silva.

Finalistas do Prêmio Oxford de Design.

Finalistas do Prêmio Oxford de Design.

Em votação aberta pelo site, Raphaell conquistou a preferência do público e conseguiu a maioria dos votos:

1º Lugar: Raphaell – 2.811 votos
2º Lugar: Raubher – 1.651 votos
3º Lugar: Roberta – 215 votos

Raphaell Valença, o vencedor do Prêmio Oxford de Design. Foto: Arquivo pessoal

Raphaell Valença, o vencedor do Prêmio Oxford de Design. Foto: Arquivo pessoal

Raphaell é Designer de Interiores, Arquiteto e este ano irá concluir uma especialização em Industrial Design pelo Instituto Europeo di Design. A sua decoração, que leva o nome de “Marcas de um Povo”, quer quebrar paradigmas. Como a ideia do Prêmio era a de valorizar o talento da Nova Geração de Brasileiros através de um conjunto de porcelanas, Raphaell juntou uma porção de cultura popular sergipana, design contemporâneo e uma boa dose de pensamento inquieto, provocador, disruptivo, próprio dessa geração.

Marcas de um Povo, a decoração vencedora criada para a linha Coup.

Marcas de um Povo, a decoração vencedora criada para a linha Coup.

A inspiração veio da tradicional festa dos Lambe-sujos e Caboclinhos, que é realizada anualmente no segundo domingo de outubro, no município histórico de Laranjeiras, Sergipe.

O Lambe-sujo é uma “Forma de Expressão” que integra o INRC – Inventário Nacional de Referências Culturais, de Laranjeiras [IPHAN/BRASILIS] e é inspirada nos episódios de destruição dos quilombos pelos capitães-do-mato que teatraliza o tempo da escravidão a partir de memórias de castigos, revoltas e resistência escrava, remontando ao período do Brasil Colônia.

Representando a luta entre negros dos quilombos – os ‘Lambe-Sujos’ – contra os índios – os ‘Caboclinhos’ – mandados pelos brancos para destruir os quilombos, a festa é considerada uma das maiores manifestações de teatro espontâneo ao ar livre do mundo. Os brincantes pintam seus corpos com uma mistura feita com mel de cabaú e tinta xadrez, que resulta em uma cor negra, e seguem pintando os demais que estão ao redor. Desse modo, o público e atores seguem o roteiro de uma história que começa às 4h da manhã e termina ao fim da tarde do mesmo dia.

festa-dos-lambe-sujos-e-caboclinhos-1

Fotos divulgação – http://turismosergipe.net/imprimir/cultura/folclore

Fotos divulgação - http://turismosergipe.net/imprimir/cultura/folclore

Fotos divulgação – http://turismosergipe.net/imprimir/cultura/folclore

Após a festa, é possível observar as marcas das mãos e dos corpos pintados por toda a cidade, uma experiência estética marcante e que inspirou a concepção dessa coleção de porcelanas. A ideia foi indicar os locais onde geralmente tocamos os utensílios de um aparelho de jantar, com as marcas dos Lambe-sujos.

Fotos divulgação - http://turismosergipe.net/imprimir/cultura/folclore

Fotos divulgação – http://turismosergipe.net/imprimir/cultura/folclore

Desse modo, a interpretação do termo ‘Nova Geração de Brasileiros’ pensada por Raphaell une cultura popular ao design contemporâneo, num hibridismo estético e simbólico, que nos faz questionar, pensar e refletir novas possibilidades através do design. Um pensamento que quebra nossas ideias preconcebidas sobre como achamos que deve ser um aparelho de jantar. Como diz o próprio Raphaell: “permita-se pensar diferente!”.

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A arte vencedora quer fazer com que as pessoas pensem diferente!

Serão produzidos 100 aparelhos de jantar de 42 peças para venda exclusiva na Loja Virtual da Oxford Porcelanas!

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2 respostas para “E o vencedor do Prêmio Oxford de Design é…”

  1. Alexsandra Schveitzer Pereira disse:

    De mau gosto, jamais compraria, isso minha filha fazia na escola, tenho vários A4 com este tipo de trabalhinho, que na falta do que fazer as Professoras criativas apelavam pra isso, na minha cozinha jamais. Fiquei esperando algo do tipo, o que se ve na França, Alemanha, mas aqui é Brasil, decupem esqueci! Realmente depois de ler o breve Lattes do design, entendi que arte não é meu forte.

  2. Sarah disse:

    Achei de mal gosto… ok valorizar uma tradição, mas será possível que só tenha isso para usar de representação? Pareceu-me uma arte um tanto preguiçosa.
    Mas gosto é gosto.

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